Postagens

Mostrando postagens de abril, 2025

Pesquisa: obras "não-objeto" + artistas cinéticos

Imagem
Parangolés- Hélio Oiticica 1960  A obra representada é um não-objeto porque não representa algo externo nem tem função prática: se apresenta como pura experiência sensorial e existencial, realizada no corpo e no espaço real. Utiliza materiais simples como tecidos, sacos e trapos, que ganham sentido apenas na interação com o corpo e o movimento. O espaço urbano e a presença dos artistas são fundamentais — a obra acontece fora dos limites tradicionais da arte (galeria, moldura, escultura) e só se concretiza com a ação do corpo. Há também aspectos táteis, visuais e políticos, pois os materiais, cores e contextos sociais (rua, periferia, corpo negro) criam uma presença sensível e crítica. Alexsander calder As esculturas cinéticas de Alexander Calder ampliam o imaginário ao introduzirem o movimento, o tempo e a leveza como parte da obra. Elas não representam, mas acontecem no espaço real, antecipando ideias do não-objeto de Gullar. Assim como o não-objeto, os móbiles de Calder se reali...

Teoria do não-objeto

Resumo — Teoria do Não-Objeto (Ferreira Gullar) O que é o não-objeto: O não-objeto é uma criação artística que não representa nada e não se confunde com objetos do cotidiano. Ele não remete a outro sentido ou uso, mas se apresenta diretamente à percepção sensível. É uma síntese de experiência sensorial e mental, transparente à percepção, sem a opacidade dos objetos tradicionais. O que o diferencia: Não representa (como um quadro ou uma escultura) nem tem função (como um objeto comum). Não depende de moldura, base ou limites convencionais da arte. Só se realiza plenamente na interação com o espectador , que atualiza sua existência sensível. Não tem nome, função nem referência externa : sua significação é imanente, nasce de sua própria forma. Contexto histórico na arte: Impressionismo: inicia a dissolução da representação. Cubismo: fragmenta e idealiza o objeto. Mondrian e Malevitch: radicalizam a abstração, eliminando o objeto representado. Duchamp (ready-made): des...

Desenhos de observação

Imagem
 

Imagens imersivas dos cubos no SketchUp

Imagem
 

Cubos no SketchUp

Imagem
 

Desenhos de observação

Imagem
 

Desenhos isométricos

Imagem
 D esenhos isométricos feitos em aula  Exercício proposto de achar as linhas de construção do desenho

Análise crítica do trabalho composição abstrata com objetos

Imagem
  Essa composição abstrata apresenta uma organização visual centrada, com seis potes de tinta organizados de forma simétrica sobre um fundo branco, o qual está centralizado em um fundo maior rosa e vermelho. A disposição dos potes forma um hexágono, com o pote branco ao centro, sugerindo um equilíbrio cromático e uma intenção de harmonia visual.  As tintas utilizadas são as cores primárias (vermelho, amarelo e azul) e secundárias (verde, preto e branco). A escolha sugere uma exploração básica das possibilidades cromáticas, talvez remetendo à base da pintura e da criação artística. A composição é simétrica, o que transmite estabilidade e ordem. A forma circular dos potes contrasta com o fundo quadrado, o que reforça o centro como ponto de atração visual. O fundo rosa (aparentemente de papel de seda) apresenta uma textura enrugada, que contrasta com a superfície plana e uniforme do papel branco ao centro. O contraste entre o fundo colorido e a centralidade branca pode sugerir um...

Análise crítica do trabalho de Colagem digital abstrata

Imagem
  Essa colagem digital abstrata se destaca pela predominância da cor amarela, pela repetição de formas geométricas e pela organização meticulosa dos elementos.  A imagem é dividida em faixas horizontais que contêm agrupamentos de formas repetitivas: círculos, retângulos, linhas, quadrados e peças vazadas. Essa divisão cria uma sensação de ordem e segmentação, como se fosse uma vitrine de amostras. A moldura branca ao redor isola a composição, criando um contraste com o fundo amarelo vivo e intensificando a luminosidade geral da obra. O uso quase exclusivo do amarelo transmite energia, vibração e otimismo. No entanto, o excesso cromático também pode sugerir artificialidade, saturação ou crítica à padronização. O branco e pequenos traços escuros servem como respiros visuais e reforçam o ritmo das repetições. A progressão em certos agrupamentos (como as linhas diagonais e as peças sobrepostas) cria dinamismo, enquanto outras se mantêm estáticas, gerando uma tensão entre movimento...

Parágrafo sobre o texto Animação Cultural

 Uma ideia que me chamou muito a atenção no texto Animação Cultural, do Vilém Flusser, foi a forma como ele mostra os objetos como se fossem mais importantes que os seres humanos. Ele inverte a lógica que a gente está acostumado, dizendo que agora são os objetos que controlam e programam a humanidade. Isso me fez pensar em como a gente depende das coisas que inventou, como celulares, computadores e outros aparelhos. Na conversa em sala, falamos sobre como isso pode ser uma crítica à forma como a tecnologia domina nosso dia a dia e até nossos pensamentos. Achei interessante e meio assustador pensar que talvez não sejamos mais os donos das coisas, mas que elas é que mandam na gente.

Análise crítica do trabalho dos trípiticos (Luz, Sombra, Transparência)

Imagem
Luz e sombra  Imagem 1: A curva suave do papel cria uma sequência de dobras iluminadas, com sombras marcadas e ritmadas. O contraste entre claro e escuro estrutura a imagem e destaca a textura suave do papel. O uso da luz direcional cria uma composição elegante e escultural. Imagem 2: Várias folhas de papel curvadas formam uma linha fluida e repetitiva, como uma dança ou uma onda. A profundidade da imagem é ampliada pelas camadas, e o jogo de luz e sombra acentua a tridimensionalidade. Essa imagem carrega movimento e organicidade, apesar da rigidez do material. Imagem 3: A curva é mais fechada, com menor incidência de luz, criando uma atmosfera mais dramática. A sombra domina a composição, e apenas as bordas das folhas são iluminadas. Aqui, a sombra se torna protagonista e provoca maior tensão visual. Luz, sombra, transparência e reflexos  Imagem 1: Há uma sobreposição de linhas provocadas pela refração da luz em um material transparente (possivelmente vidro ou água) que remet...

Composição abstrata com objetos

Imagem
 

Pesquisa fotógrafos experimentais

Imagem
  Berenice Abbott Berenice Abbott voltou para casa, Ohio, em 1929 depois de quase oito anos fascinada pelo rápido crescimento da cidade de Nova York. Ela viu a cidade cheia de novos prédios e estruturas que pareciam a ela tão sólidas e permanentes quanto uma montanha.  Procurando capturar o passado se juntando ao presente, Abbott passou os primeiros cinco anos em um projeto o qual ela chamava de Mudando Nova York. Na Brooklyn Bridge, Abbott apresentou um século de história em uma única imagem. A ponte, que é uma maravilha da engenharia moderna, parece escura e pesada quando comparada com a estrutura abaixo dela. Enquanto o canteiro de obras ao centro sugere, para ela, um ciclo sem fim de morte e regeneração. Já no horizonte, a gente tem Manhattan, em um tom bem mais claro e quase sem peso em comparação à ponte, se encontrando completamente fora de alcance e demonstrando o ambicioso espírito do modernismo americano.  Por fim, bem no primeiro plano, nós temos um prédio clar...

Composições fotográficas

Imagem
  Luz e sombra (papel a4 branco) Luz, sombra, transparência e reflexos