Pesquisa fotógrafos experimentais

 Berenice Abbott

Berenice Abbott voltou para casa, Ohio, em 1929 depois de quase oito anos fascinada pelo rápido crescimento da cidade de Nova York. Ela viu a cidade cheia de novos prédios e estruturas que pareciam a ela tão sólidas e permanentes quanto uma montanha. 

Procurando capturar o passado se juntando ao presente, Abbott passou os primeiros cinco anos em um projeto o qual ela chamava de Mudando Nova York. Na Brooklyn Bridge, Abbott apresentou um século de história em uma única imagem. A ponte, que é uma maravilha da engenharia moderna, parece escura e pesada quando comparada com a estrutura abaixo dela. Enquanto o canteiro de obras ao centro sugere, para ela, um ciclo sem fim de morte e regeneração. Já no horizonte, a gente tem Manhattan, em um tom bem mais claro e quase sem peso em comparação à ponte, se encontrando completamente fora de alcance e demonstrando o ambicioso espírito do modernismo americano. 

Por fim, bem no primeiro plano, nós temos um prédio claramente de uma época anterior à outras construções representadas na imagem, o que mostra, justamente, o objetivo de Berenice Abbott em unir o presente ao passado, capturando em uma imagem o seu contínuo desaparecimento, ao passo que expõe o contraste entre o velho e o novo, o que nos fez escolher a imagem. 

Brooklyn Bridge, Water and Dock Streets, 1936


 Edmund Collein

Edmund Collein foi um arquiteto e urbanista que viveu entre 1906 e 1392 na Alemanha, mas os seus trabalhos como fotógrafo durante seus estudos na escola de arte de Bauhaus também fazem parte do seu reconhecimento. 

A sua figura foi reconhecida durante a implementação de algumas políticas de construções socialistas na década de 50.

Na foto está a escola de Bauhaus, onde ele estudou. no período da noite. Nós escolhemos essa imagem pois ela brinca com a luminosidade que vem de dentro da escola em contraste com a escuridão noturna, oq cria efeitos interessantes. Por exemplo, as linhas e os elementos geométricos presentes, ao mesmo tempo que trazem maior objetividade à composição, por estarem borrados pela luz, cooperam para a construção de um clima místico e subjetivo - o que, claramente, faz uma mesclagem muito interessante de visões de mundo mais exatas e, ao mesmo tempo, etéreas.

Bauhaus building by night, 1928/1929


 Nathan Lerner

Nathan Lerner foi um fotógrafo e designer americano ligado à Escola de Design de Chicago. Sua obra se destacou pela abordagem experimental à fotografia, explorando novas possibilidades visuais. Para aprofundar suas pesquisas sobre luz e sombra, ele desenvolveu ferramentas inovadoras, incluindo a light box, ainda utilizada em escolas de arte.

A obra "Light Volume" reflete o interesse de Lerner pela manipulação da luz como elemento estrutural. Ele desenvolveu um processo chamado "montagem sem tesouras", onde combinava diferentes objetos e suas projeções para criar imagens distorcidas sem precisar de cortes físicos. Nessa obra, ele explorou a tridimensionalidade da luz, capturando como ela interage com diferentes materiais e formas. O trabalho de Lerner foi revolucionário porque ampliou os limites da fotografia tradicional. Ele demonstrou como a luz, mais do que um mero meio de iluminação, poderia ser manipulada como matéria-prima para a criação artística. Suas inovações continuam influenciando fotógrafos e designers até hoje.

Escolhemos essa foto por ser a que causou um maior impacto visual a primeira vista, apesar de não entendermos do que se tratava antes de pesquisar mais profundamente.

Light Volume, 1937


Aaron Siskind

Ele nasceu em 1903 em Nova York e cursou Literatura Inglesa, foi professor de inglês até se interessar por fotografia em 1930, em 1933 ele se juntou a uma organização fotógrafos dedicados a melhorar as condições na sociedade através de suas fotos, ele tirou varias fotos importantes e reconhecidas nessa organização, mas em 1941 quando suas fotos começaram a ficar mais abstratas ele teve um desentendimento e deixou a organização, começando a trabalhar como instrutor de fotografia posteriormente.

As fotografios abstratas tiradas por ele no início dos anos 50 foram uma grande força no desenvolumento da Arte de Vanguardia na America. Ao rejeitar a terceira dimensão, seu trabalho desmentia a noção de que a fotografia estava exclusivamente vinculada a representação.

A foto feita em uma cidade abandonada tem influência da música, Literatura e poesia de suas experiências que influencia sua expressão abstrata. A tinta é transformada da realidade de decadência em texturas e tons abstratos e multicamadas de sombras e reflexos, a tinta se torna uma metáfora da passagem do tempo e da impermanência do lugar.

Jerome, Arizona 21, 1949

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Não-objeto

Pesquisa: obras "não-objeto" + artistas cinéticos