Pesquisa: obras "não-objeto" + artistas cinéticos

Parangolés- Hélio Oiticica 1960 

A obra representada é um não-objeto porque não representa algo externo nem tem função prática: se apresenta como pura experiência sensorial e existencial, realizada no corpo e no espaço real. Utiliza materiais simples como tecidos, sacos e trapos, que ganham sentido apenas na interação com o corpo e o movimento.

O espaço urbano e a presença dos artistas são fundamentais — a obra acontece fora dos limites tradicionais da arte (galeria, moldura, escultura) e só se concretiza com a ação do corpo. Há também aspectos táteis, visuais e políticos, pois os materiais, cores e contextos sociais (rua, periferia, corpo negro) criam uma presença sensível e crítica.


Alexsander calder
As esculturas cinéticas de Alexander Calder ampliam o imaginário ao introduzirem o movimento, o tempo e a leveza como parte da obra. Elas não representam, mas acontecem no espaço real, antecipando ideias do não-objeto de Gullar.

Assim como o não-objeto, os móbiles de Calder se realizam na interação com o ambiente e o espectador, provocando uma experiência sensorial e aberta, sem função nem representação fixa. Esse deslocamento mostra como a arte pode ser presença viva e mutável, e inspira a criação de obras que acontecem, mais do que existem.



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