Herman Hertzberger tenta mostrar, nesse livro, que arquitetura não é só fazer prédio bonito ou forma chamativa. Para ele, o mais importante é deixar espaço para as pessoas se sentirem parte do lugar. Ele fala muito que a arquitetura deve ser meio “aberta”. Aberta como? Aberta no sentido de dar opções para o uso. Ele não quer tudo engessado, tipo “aqui é sala, aqui é corredor, ponto final”. Um exemplo claro é quando ele mostra escolas que ele mesmo projetou, como a Montessori, onde não tem só sala fechada. Tem cantinho, tem escada que vira lugar de sentar, tem corredor que é mais do que corredor. O usuário, que no caso são crianças, professores, pais, vira parte do projeto. Hertzberger bate muito na tecla de que o arquiteto não é dono do espaço. O usuário é. Se o prédio não permite que as pessoas façam dele o que quiserem (dentro do possível, claro), é um prédio sem vida. É aí que ele critica o que ele chama de “safari”. O “safari” é tipo quando a arquitetura vira atração turística: tud...